Por que Estratégias falham?
Na realidade Planos não falham, são decisões mal governadas que falham.
60 a 90% das Estratégias falham na implementação e os motivos são diversos. Ocorrem em fases diversas, desde o Planejamento, passando pela Implementação, pelo Monitoramento e pelas Ações de Correção de rumo (Adaptar antes que seja tarde).
Na fase do Planejamento (definição das estratégias), é fundamental entender o processo como um organismo vivo, dinâmico e não como um produto, um evento. As decisões precisam ser tomadas como resultado de debates abertos e reais, não de consensos aparentes.
Tratar o Planejamento Estratégico como um organismo vivo, viabiliza a rotineira análise e revisão das premissas adotadas e estabelecimento de governança ao longo do tempo. É fundamental a compreensão de que em um ambiente de grandes incertezas, os planos precisam ser atualizados rotineiramente.
Ainda no Planejamento, todo cuidado deve-se ter para não se subestimar recursos, não ignorar gargalos (falta de capacidades críticas) e não estabelecimento de estratégias que não são compatíveis com a realidade da organização. Se estes cuidados não são tomados, a implementação da estratégia fica seriamente comprometida.
Na fase de implementação das estratégias é fundamental a definição clara de responsáveis e um desdobramento bem-feito do plano de forma que as ações cheguem até o “chão de fábrica”.
Ainda na fase de implementação, é importante o envolvimento das pessoas e equipes, para que haja comprometimento. Quem executa sabendo o resultado que se espera e a contribuição que dará para a Organização, executa melhor.
Um fator de sucesso para as fases de implementação e governança das estratégias é uma boa comunicação. As estratégias precisam ser transmitidas de forma clara para todos os níveis da Organização e as decisões do dia a dia (decisões táticas e operacionais), precisam estar associadas às estratégias.
Na gestão tem uma máxima que diz que quem não monitora e não mede, não gerencia. Com Planejamentos Estratégicos, esta máxima assume uma dimensão muito maior, pois pode determinar o sucesso ou o fracasso de muitas das estratégias.
É fundamental o estabelecimento de indicadores proativos, que se antecipem aos problemas, acompanhados em Reuniões de Análise Crítica, periódicas. Nestas reuniões as premissas, e a disponibilidade dos recursos previstos na fase de planejamento necessitam ser analisados e adaptações nas estratégias ou planos, discutidos.
Permeando todo este processo é fundamental o desenvolvimento de uma cultura de pensar estrategicamente, que é ter uma atitude permanente de reflexão holística, ter a capacidade de estado de alerta constante, conectando pontos aparentemente dispersos.
Aos Conselheiros cabem questionarem premissas, evitarem viés confirmatórios e manterem o estado de alerta.
O Conselho atua mais fortemente nas fases de direcionamento da estratégia e na governança do Planejamento Estratégico.
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